30 março, 2011

Thinking, Reading and Writing.

07/07/2009

Comecei a ler "A Cabana". Ainda não posso dizer se gosto ou não gosto..li só o prefácio até agora, hehe. Mas enfim, o detalhe é que sempre que eu começo a ler um livro, eu tenho vontade de escrever um também. Até achei que todo mundo que lê um livro sente essa necessidade de escrever..mas acho que me enganei...pelo menos o Beto, meu parâmetro de normalidade, me disse que ele não se pira assim, nem os pais dele. Mas, eu sempre penso em escrever a minha biografia. Acho que não seria um best-seller, mas que seria no mínimo divertido, seria. Eu não tenho nenhuma tragédia familiar, graças a Deus..também não sou um gênio da música brasileira, ou de qualquer outra origem. Na verdade eu levo uma vida muito normal e tranqüila pra escrever uma biografia, mas eu acho que seria válido justamente por isso, sabe? Adoro essas campanhas da Dove que colocam mulheres comuns como suas modelos, afinal de contas, quem utiliza de seus produtos são mulheres comuns. De repente até vira um best-seller, já que a grande maioria das pessoas adora fazer fofocas, lendo a minha biografia ia ser uma fofoca máster, principalmente pra quem me conhece ou conhece os personagens da minha vida, e olha que teve uma época que eu conhecia bastante gente.
Falando em conhecer bastante gente, o que eu adoro no orkut (eu não tenho orkut, já tive e apaguei porque dava muita fofoca, irônico eu querer escrever a minha biografia né?, mas fechando esse ) e continuando o pensamento, acho divertido o fato de estarmos todos conectados de alguma maneira. Eu acho que com essa globalização toda, vai chegar um dia em que seremos todos parentes, assim como a bíblia diz que somos todos irmãos, acredito que seremos todos primos e primas, seja qualquer o grau.
Mas voltando ao assunto da biografia, eu não gosto de nada previsível e escrever uma biografia é bem previsível. Elas geralmente começam pelo nascimento do ser em destaque e evoluem conforme o ser evolui. Acho que por isso eu adorei “Memórias póstumas de Brás Cubas”, mas pra eu fazer uma biografia “defunto-autor” só quando eu for pro além e o Chico Xavier ressuscitar, ou seja, vai demorar muito. No entanto, a minha biografia só poderia ser lançada mesmo, após à viagem sem volta ou então quando eu ganhasse na mega sena, porque o que vai ter de gente querendo o meu couro, não vai ser brincadeira..afinal de contas as partes mais divertidas seriam as mais constrangedoras para alguns.
Eu poderia também escrever sobre marionetes humanas. Sempre achei engraçada a forma que mexemos o nosso corpo, a velocidade da nossa mente. Mesmo sem olhar pro pé, por exemplo, ele se mexe involuntariamente. Um dia, quando eu era menor (e lá vem parte da biografia) eu estava na casa da minha avó, de bobeira no sofá da sala e comecei a mexer os meus braços e pernas de olhos fechados, cantando e pensando em qualquer coisa que não lembrasse o movimento que eu estava fazendo. Juro que procurei por fios suspensos que faziam o movimento por mim. Mais tarde, nas aulas de biologia, percebi o quão brilhante o nosso corpo é (exceto por fazer as mulheres sofrerem mensalmente uma descarga de sangue, com choques quase elétricos na barriga, chamados de cólicas). E, se é cientificamente comprovado que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço, o meu espírito só pode estar me controlando por uma marionete!
Enquanto eu não decido o que escrever, vou atualizando esse LJ, que não é nada previsível.

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